Conservação ambiental, turismo e população local


Helena Catão; Maria José Carneiro

Referência Bibliográfica:
CATÃO, Helena; CARNEIRO, Maria José. Conservação ambiental, turismo e população local. Cadernos EBAPE/FGV, Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, v.3, n.3, p. 1-13, 2005.



Local: Rio de Janeiro
Ano: 2005
Instituição: Fundação Getúlio Vargas
Edição: n.3
Volume: v.3
Páginas: xx

Resumo:
A criação de Unidades de Conservação da Natureza, tem desencadeado processos de mudanças nas localidades. Devido as regulações impostas pela legislação as populações moradoras são impelidas a modificar suas formas de apropriação dos recursos naturais, A conservação destas unidades vem ao encontro de uma demanda das populações urbanas por um contato maior com os ambientes tidos como “naturais”estimulando um fluxo crescente de turistas em direção a elas. Os habitantes, cerceados em suas atividades e práticas costumeiras e também impelidos pela pressão econômica do turismo voltam-se para a prestação de serviços a estes visitantes. O espaço rural passa então a ser apreendido como espaço ambiental e visto como “paraíso”, dando origem a novos territórios sociais. No caso da Vila do Aventureiro, na Ilha Grande, estes processos ocorrem em razão do estabelecimento de duas unidades de conservação: a Reserva Biológica da Praia do Sul e o Parque Estadual Marinho do Aventureiro. A proposta deste trabalho é refletir sobre o contraste entre a perspectiva preservacionista instalada na localidade e as transformações sociais que este processo desencadeia.

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